— Um feto anencéfalo? Ai, credo. Vai que sobrevive.
17.4.12
Confusão
Sonhei que estava num sebo, e que o sebo era minha casa, uma vez que o funcionário que fazia a manutenção da porta de entrada ia deixando meus gatos, que nunca saem, fora dela. Corri a tempo de pô-los para dentro e o adverti. Passado o susto, logo voltei às estantes, que ficavam no que é o quarto, onde não guardo livros. Uma prateleira em particular me consumia a atenção, e era a de poesia. Dessa prateleira, que me dava a sensação de ter tudo quanto sempre quis comprar, com os melhores preços, um livro se destacou, permanecendo até agora na memória. Era um híbrido esquisito de três autores sem qualquer ligação aparente. Tinha o formato que tem meu volume único com os Ensaios de Montaigne, da Pensadores; intitulava-se Seppia, que para mim é parte do nome de um dos livros de Eugênio Montale — Ossi di seppia: sendo sépia, ou siba, conforme descobri ao acordar, um molusco —; e vinha como escrito — o mais estranho — por Keats, que nunca li. De mais não lembro.
13.4.12
12.4.12
Evolução
Modernamente, mais desafiador que escrever aforismos, é dar ao que se escreve um caráter próprio, fugindo à fórmula convencional com um esforço ora mais livre, ora ainda mais específico. Seus melhores autores já não escrevem máximas, simplesmente, ao velho estilo francês. Escrevem aquilo que escrevem, isto é, algo mais ou menos novo, surgido de uma ênfase particular, indefinível às vezes. Razão pela qual, se um Lichtenberg e um Jules Renard nem sequer classificam o que produzem — um preenchia seus cadernos, enquanto o outro redigia seus diários —, nos deixou um Gómez Dávila, mais recentemente, seus escólios, como um Antônio Porchia, suas vozes, e um Gómez de la Serna, suas greguerías.
11.4.12
Justo
Eu talvez achasse mais razoável a permissão de aborto para os casos de estupro se a visse acompanhada da necessária castração dos homens envolvidos. Pois, se a mulher não pode se ver obrigada a levar adiante uma gestação provocada, contra sua vontade, por um crime, por que então não haveríamos de cortar (literalmente) o mal pela raiz, impossibilitando ao criminoso a reincidência? Mas, curiosamente, livrar-se de um feto se afigura, hoje, ato muito mais humano que castrar alguém que não mereça, a rigor, menos que a cova.
10.4.12
Insignificância
O que separa o avaro do invejoso é a insignificância da posse. Ou, por outra: A avareza é a inveja possível aos que têm.
7.4.12
Pensando alto
Se eu me propusesse a escrever cada vez mais quanto menos fosse lido, acabaria o mais prolífico da terra.
5.4.12
Pannonica
Baronesa Pannonica de Koenigswarter. Nascida Kathleen Annie Pannonica Rothschild (Pannonica por causa de uma espécie de mariposa descoberta pelo pai na região da Panônia, Europa Central, terra da mãe), mais conhecida, porém, por Nica. Para escândalo da família, depois de abandonar no México o marido, parte rumo à Nova Iorque, onde se torna a grande mecenas do jazz, a grande mecenas, sobretudo, de Thelonious Monk (já um gênio reconhecido antes de sua aparição, mas um gênio até então miserável), com quem mantém uma relação platônica (insiste-se nisso) até o fim da vida.
Son(h)o
Nenhum tirano é capaz de aplicar um édito contra os sonhos, muito menos proscrever o sono em seus domínios. [...] Então, entreguemo-nos todos aos sonhos, homens e mulheres, jovens e velhos, ricos e pobres, cidadãos particulares e magistrados, habitantes da cidade ou do campo, artesãos e oradores. Não há ninguém privilegiado, seja pelo sexo, pela idade, pela fortuna ou pela profisssão. O sono oferece-se a todos.
— Bispo Sinésio de Cirene, século IV.
Sina
Nos jogos do Flamengo, sempre que joga o Daivid, acabamos convencidos de não haver no mundo zagueiro pior, nos esquecendo do Welinton, seu agora reserva imediato. Quando, como ontem, é o Welinton quem joga, mudamos rápido de idéia, logo esquecidos do Daivid.
4.4.12
Outros
Todo patriotismo nos é indecente, salvo o dos outros. Bem ao contrário dos outros, para quem todo patriotismo é indecente, salvo o deles.
3.4.12
Chico
O que não vi dizerem é que Chico Anysio sozinho nos deu mais personagens que toda a literatura brasileira junta.
2.4.12
Millôr
A morte de Millôr me deu a oportunidade de finalmente ler um pouco de seus aforismos, talvez até alguns de seus melhores, confiado que estou na seleção feita e publicada na Veja desse fim de semana. É preciso admitir: há mesmo idéias muito bem sacadas. Mas a meu ver incapazes de compensar a birra infantil contra Machado de Assis (nem a chamá-lo de enrustido Millôr resistiu), numa vontade de iconoclastia tão arbitrária que eu reputo sintoma de qualquer coisa muito digna da minha distância.
A semana
Uma das coisas que mais lamento no meu protestantismo é a falta de aptidão para calendários litúrgicos. Falta que me faz sentir, nessa época do ano em especial, um peixe fora d’água. Um negligente. Um ímpio. É certo que também celebro a Páscoa, mas, infelizmente, não a vivo passo a passo, dia a dia: a mim só interessa, a bem dizer, a ressurreição e seus efeitos soteriológicos. Enquanto todos acompanham sentidos a entrada em Jerusalém, com suas folhas de palmeira, que faço eu? Nada, além de aguardar o próximo domingo. Mais alguns dias, enquanto um número enorme de pessoas recuará quase de modo físico até o Gólgota, eu decerto estarei, muito biblicamente, alheio a tudo. “Onde está escrito que não se pode comer carne na sexta?”
Em minha defesa, digo que nem sempre foi assim, e que já malhei Judas.
Em minha defesa, digo que nem sempre foi assim, e que já malhei Judas.
30.3.12
Uma questão psico-etimológica
Gnoscere, um dos verbos latinos para conhecer. Acrescente-se-lhe o prefixo de negação, e eis o verbo desconhecer, ignorar? Curiosamente, não. Ignosco, eu perdôo, eu desculpo. Em latim, a idéia de perdoar viria, pois, da de não tomar conhecimento da ofensa, ou já não lembrar-se dela. Fácil conclusão imediata, daquelas que dariam um best-seller nas mãos de um Augusto Cury.
Mas, logo abaixo, continuando o verbete, aventa o autor do dicionário — Francisco Torrinha — outra possibilidade, que exigiria processo psicológico exatamente inverso. Diz ele que ao verbo gnoscere pode ter sido acrescentado, em vez do prefixo de negação in, suposição a meu pobre ver mais óbvia, o de movimento — também in, como em invidere, olhar obcecadamente para algo, isto é, invejá-lo —, que daria à palavra, intensificando-a, o sentido de conhecer mais a fundo, de buscar compreender a razão por trás dos atos ofensivos. Compreensão essa que implicaria a justificação deles. “Tudo compreender é tudo perdoar”, como se diz.
Não saber ou esgotar.
Mas, logo abaixo, continuando o verbete, aventa o autor do dicionário — Francisco Torrinha — outra possibilidade, que exigiria processo psicológico exatamente inverso. Diz ele que ao verbo gnoscere pode ter sido acrescentado, em vez do prefixo de negação in, suposição a meu pobre ver mais óbvia, o de movimento — também in, como em invidere, olhar obcecadamente para algo, isto é, invejá-lo —, que daria à palavra, intensificando-a, o sentido de conhecer mais a fundo, de buscar compreender a razão por trás dos atos ofensivos. Compreensão essa que implicaria a justificação deles. “Tudo compreender é tudo perdoar”, como se diz.
Não saber ou esgotar.
29.3.12
Dúvida
Talvez não haja maior prova da existência de certas realidades que nunca nos livrarmos da dúvida quanto a se existem.
Oferta
Há de fato os que nunca se venderam, mas por pura falta de oferta, mesmo a mais pobre. Os que nunca se venderam, é verdade, mas de muito bom grado se dariam, gratuitamente, soubessem de interessados em os carregar.
24.3.12
Thor
O problema de casos como o envolvendo o filho do homem mais rico do país e o pobre de um pedreiro é que durante quatro quintos de nossa curta história houve parcela da população excluída, oficialmente, do direito à justiça. E mesmo depois do chamado princípio da isonomia, na prática, até hoje, a distinção se verifica. De modo que, a meu ver, a grita acaba por se justificar, em função do óbvio. Tirando os tidos e havidos como ressentidos revanchistas, não há brasileiro que de fato ache justo conspurcar a tão prometedora vida de um herdeiro bilionário pela perda de um morto de fome qualquer. Dado o abismo entre as respectivas contas-correntes, aquele sujeito estaria errado ainda que fosse atropelado no quintal de casa — se é que tinha quintal; se é que tinha casa.
22.3.12
Caro crítico
Envio por e-mail uma recolha de pequenos textos meus — publicados quase todos em alguma das várias encarnações deste blog, a partir de 2008 — a um crítico cujo interesse pelo gênero eu conhecia, pedindo a gentileza de uma leitura e o favor de algum direcionamento. Não muitos dias depois, recebo como resposta uma tabela de preços tão bem discriminada (tantos reais por lauda impressa em Times New Roman, corpo 12, espaço duplo, mais forma de pagamento e prazo para o relatório), que só me deixou com uma dúvida: a de quantos elogios o pacote incluía.
Mas, brincadeira à parte, sendo improvável que ele não tenha passado as vistas pelo PDF, ainda que para cálculo do possível lucro, lendo aqui e ali, até sem querer, alguma frase minha, a cobrança serve ela mesma de veredito.
Mas, brincadeira à parte, sendo improvável que ele não tenha passado as vistas pelo PDF, ainda que para cálculo do possível lucro, lendo aqui e ali, até sem querer, alguma frase minha, a cobrança serve ela mesma de veredito.
17.3.12
15.3.12
13.3.12
12.3.12
Dos livros
As livrarias são a TV aberta das letras. Encontra-se nelas apenas o que prometa o máximo de audiência. Quando muito (Cultura, Travessa, Da Vinci), chegam a TV por assinatura. Algo mais seletivo, ligado ainda aos interesses do tempo, claro, mas a interesses sobretudo estrangeiros, bem menos populares. Já os sebos, por sua vez, são nosso Youtube literário. Nestes, depende-se basicamente da sorte, isto é, de outras almas com bom gosto uparem conteúdo, o que fazem limpando as bibliotecas; e de o encontramos antes de ele ser deletado, que é ser vendido. E, muito embora acumulem tanta porcaria quanto a pior TV, o que neles há de bom é bom de um modo que já nem existe.
11.3.12
10.3.12
Sãos
Releiam lá o Sermão do Monte, seus beatos. Cristianismo não é não praticar o mal, mas não ter ganas de fazê-lo. Não é não externar uma má intenção, reprimindo-a. É, antes, não nutri-la. Diferença da mais alta importância, já que não era outro o problema de Cristo com os de seu tempo. A ele já não bastava a conformidade exterior pela conformidade exterior. Estava demonstrado: a prática da justiça por parte de corações ímpios não produzira senão orgulho. Que houvesse dos homens maus ao menos o reconhecimento de que o fossem: de onde a preferência por publicanos e pecadores, sem a blindagem das boas ações. A preferência pelos doentes, em detrimento dos sãos, deixados à própria sorte. Meus amigos, uma vez surgido o mau desejo, e já não há diferença fundamental entre quem o consuma e quem o constrange, podendo o primeiro ser tão temente a Deus quanto o último um grande dum canalha.
8.3.12
Conclusão
Conclusão retirada da última aula de latim: Não confiar na acuidade filosófico-psicológica de povos cujas línguas não possuam voz média nem verbos depoentes.
Com efeito, um povo capaz de dizer: “A criança vai nascer amanhã” e “Fulano morreu ontem”, está nesse mundo a trabalho ou a passeio, não sabendo nada de nada.
7.3.12
Falta
Entre os que dizem na cara e os que dizem pelas costas, aqueles a que falta mesmo o que calar.
6.3.12
4.3.12
A diferença
O samba talvez não existisse sem algumas escolas (Estácio, Portela, Mangueira, Império). Algumas escolas talvez não existissem sem a Globo.
27.2.12
26.2.12
Filosofia
Se há no mundo figura tão convincente quanto a de um filósofo brasílico, esta é por certo a de um babalorixá sueco.
Desprezo
Nunca os desprezadores da humanidade dependeram tanto do alvo de seu desprezo. Dedicado a vã tarefa de encontrar um só homem, habitava Diógenes um barril e dependia, quando muito, de que o alimentassem. E mesmo assim, contrariado, lamentava não ser possível saciar a fome de comida como saciava a de sexo, esfregando, em vez das partes, a barriga. Já hoje ninguém despreza ninguém sem, no mínimo, uma conta no Twitter.
23.2.12
Deivid
Nunca nenhum jogador me havia dado ganas humanicidas. Durante década, assisti a Negreiros, Ramirez, Dimba, Souza e Josiel — os piores possíveis —, e nenhum deles me havia feito desesperar de tal modo da existência. Não exagero se digo que nada nesse mundo denigre tão cabalmente a natureza humana quanto a insistência do Deivid em continuar vivo. Se, após o jogo de ontem, durante toda uma noite em claro, o abominável chegasse a cogitar o suicídio (o que ele não apenas não fez como decerto dormiu profundamente, feito pedra), então poderíamos ter alguma esperança. Se, após aquilo, nosso camisa 9 deixasse de ver motivos para continuar a respirar (ele que, além de tudo, ainda exige pagamento), então é porque Deus talvez existisse e nem tudo fosse absurdo. Mas não.
13.2.12
Levi
Ouvi ontem à noite um sermão sobre a vocação de Mateus, ex-publicano autor de um dos quatro evangelhos. Pelo desserviço ao povo do qual fazia parte e pela prática habitual de enriquecimento ilícito, a classe que compunha equivaleria, atualmente, à dos políticos chinfrins. Era como se Cristo fosse à Câmara Municipal e convidasse à pobreza um antigo morto de fome oportunista cuja influência, apesar de nula, fora suficiente para torná-lo bem de vida. O que me trouxe à mente a postura de Zaqueu e, em contraste, a facilidade com que tudo se dá hoje em dia. Jesus chama a Levi, que deixa tudo e o segue. Chama, depois, a Zaqueu, que, se desfazendo dos lucros fraudulentos, restitui aos que havia roubado. Portanto, não é que não haja salvação possível a nossos piores. É que nunca abrir mão foi tão pouco exigido.
Morto
Quando um homem é melhor adormecido do que acordado,
Seguramente é ainda melhor morto do que vivo.
— Saadi, Gulistan, 1259.
Seguramente é ainda melhor morto do que vivo.
— Saadi, Gulistan, 1259.
Zaqueu
Nada sumariza com mais propriedade nosso cristianismo do que as mulheres que ganham seus milhões posando nuas para depois se arrependerem, agora milionárias.
10.2.12
Pio
Nosso problema fundamental com a música erudita é que já não suportamos apresentações das quais não podemos participar. De onde as palmas ante qualquer pausa mais prolongada, não necessariamente o fim do movimento. Outras formas não tão elevadas de música demandam algum tipo de ascese, é verdade, mas nada que se compare ao rigorismo daquela. A um João Gilberto também se deve acompanhar em silêncio religioso, mas sempre haverá um Pixinguinha a ser cantado em coro sussurrante para a plenificação do espetáculo. Depois, há também o bloqueio causado pelo fato de que a música erudita talvez seja, em nosso tempo, de par com o vinho, um dos últimos refúgios dos connoisseurs. Assim como já não se consegue tirar toda a satisfação de uma golada sem se saber o ano da safra, o tipo de uva, o local de plantio, etc., também à música tratam-na como se só pudesse tirar proveito dela quem, após a audição no Youtube, fosse capaz de comentá-la, decompondo-a. E nós, pobres que só ouvimos música para nos emocionar, como só bebemos para nos embriagar, acabamos recolhidos a coisas mais próprias, as quais podemos apreciar à nossa moda, sem risco de olhares reprobatórios e, mais importante, sem um mísero pio a respeito, além dos suspiros e exclamações.
8.2.12
Acordo
Tão divertido quanto o novo Acordo Fotográfico, só mesmo o já bem estabelecido silêncio dos livros.
4.2.12
Faxina
Se não li todos os livros que tenho, ao menos, depois da faxina, só continuo com os que ainda pretendo ler.
3.2.12
2007
O Flamengo já deu mostras de que não precisa necessariamente de um técnico bom, mas, antes, de um que não inspire desconfiança e seja capaz, com simpatia e concessões, de evitar boicotes. Sem precisar me estender, trago à consideração o fato de termos ganhado o Brasileiro com Andrade à frente, o mesmo Andrade que, no mês seguinte, sucumbiu impotente à má vontade generalizada do grupo campeão. Deu certo enquanto os jogadores quiseram. Concedo que, com o que temos em mãos, merecíamos algo melhor que Joel Santana. Merecíamos um treinador disposto a investir nos recém-promovidos da base. Um treinador interessado em fazer o time correr, suar, sem emulações mal-feitas do reme-reme catalão, e audacioso o bastante para um meio de campo leve e criativo. Natalino, parte de nossa velha-guarda, decerto não é esse homem: acho até que seria prudente uma cláusula contratual proibindo a escalação simultânea de Aírton, Maldonado, Williams, Renato Abreu e Muralha. Mas, para compensar a defasagem, é querido como poucos nesse mundo pretensioso, podendo fazer as vezes do pai que nossos birrentos precisam. Imaginem se ele consegue manter o empenho de quando souberam da saída de Luxa... Estaríamos feitos. Em todo caso, se não bastam os argumentos acima, lembremos 2007, ano em que 2009 começou.
O mundo das idéias
É verdade que há idéias das quais não teríamos qualquer notícia sem o auxílio da internet. Passaríamos a vida sem esbarrar com alguém que as defendesse, ou mesmo delas desconfiasse. Nem com um livro que as expusesse, ou uma iluminada revista que as discutisse. Valiosas idéias minoritárias, sem prestígio nem alcance, a que sabe Deus como chegamos, graças talvez a um link à-toa que resolvemos seguir, e sem as quais já não seríamos as pessoas espetaculares que somos. O que não impede, porém, que haja o grupo das que, sem a internet, nem mesmo existiriam. Das que, sem ela, jamais circulariam em letra de forma, de tão embaraçosas. Idéias que demandam reserva absoluta, mesmo para com as próprias mães. Do tipo que só se pode sustentar, de modo heróico, anônima ou pseudonimamente, e cujos grandes centros irradiadores foram as ora obsoletas comunidades do Orkut, compostas, as maiores, por algo em torno a trinta perfis falsos.
2.2.12
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